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Taiwan alerta que atraso orçamental pode comprometer investimentos na Defesa

Taiwan alerta que atraso orçamental pode comprometer investimentos na Defesa

O atraso na aprovação do orçamento de Taiwan para 2026, que permanece bloqueado no parlamento, poderá colocar em risco investimentos na Defesa equivalentes a 2,11 mil milhões de euros, informaram hoje fontes oficiais.

Lusa /
Foto: Reuters

Em comunicado, o ministério da Defesa Nacional (MDN) de Taiwan explicou que 21% do orçamento da pasta, que este ano ascende a 561,4 mil milhões de dólares taiwaneses (15,2 mil milhões de euros), "não poderá ser executado conforme o calendário inicialmente previsto".

"Será difícil a conclusão de um total de 78 mil milhões de dólares taiwaneses [2,11 mil milhões de euros] de orçamento afetado, durante o ano de 2026, da aquisição de equipamento, das tarefas de manutenção e da reposição adequada de combustível e munições", indicou o MDN.

Entre os programas afetados conta-se a aquisição de mísseis Javelin, a compra de sistemas de lançamento múltiplo de foguetes HIMARS e o treino de pilotos de caças F-16, segundo o ministério.

Perante uma ameaça da China que "se agrava de dia para dia", a não aprovação do orçamento "poderá suscitar dúvidas entre os países aliados quanto à determinação de Taiwan na sua autodefesa", sublinhou o MDN, que instou o parlamento a ratificar o projeto o mais rapidamente possível.

"Não tendo sido concluída a revisão do orçamento de 2026, este ministério apenas pode assegurar de forma limitada a continuidade dos planos em curso, enquanto os novos projetos enfrentam a difícil situação de `ter planos, mas não orçamento`", lamentou a tutela.

"A construção da defesa nacional depende de um investimento estável de recursos, e qualquer atraso temporário provocará efeitos negativos irreversíveis", acrescentou, no comunicado.

O parlamento, atualmente controlado pela oposição, também não aprovou a proposta do Governo para aumentar a despesa militar em 1,25 biliões de dólares taiwaneses (33,9 mil milhões de euros) até 2033, considerando que o plano carece de detalhe suficiente quanto à afetação desses recursos.

A falta de acordo em torno destas verbas surge num contexto de intensificação da pressão militar da China, que considera a ilha de Taiwan como uma "parte inalienável" do seu território e não exclui o uso da força para assumir o seu controlo.

 

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